Cada familiar, cada amigo, cada conhecido, representa uma estória na estória do que foi a sua apesar de tudo não muito longa vida. E é de recordação em recordação que José Alírio nos vai revelando a sua agitada e aventurosa passagem por este mundo.
A narração decorre num tom bem-humorado, às vezes irónico às vezes corrosivamente satírico, mas quase sempre alucinante pelo entrecruzar de personagens, de situações tão picarescas quanto hilariantes, caracterizadas por uma forte e constante carga erótica. Mas chega o momento de o nosso espírito-narrador nos abandonar definitivamente. E é então que…”
Ora bem, um desperdício, que me perdoe o autor Germano de Almeida, mas está um trabalho espectacular, mas tão espectacular que é um desperdício não ter aproveitado a oportunidade para abordar mais um bocadinho como é que é isso dos espíritos lá por terras de Cabo Verde. Extraordinária ideia e melhor conseguida ainda essa de ao chegar mais um personagem a este fantástico “encontro”, a narrativa aumentar de intensidade, os personagens lá vão descobrindo a careca uns aos outros, mas afinal todos tem o rabo preso. Mas, cá está o tal do mas, é sempre a mesma coisa: “coiso” (leiam o livro que eu não conto tudo!). Ainda teclando no desperdício, foi uma oportunidade perdida (no meu ponto de vista, convenhamos que Germano de Almeida escreveu o livro, não eu!) de insinuar uma lição com a causa da morte. Bastava um parágrafo. É que estava mesmo ao jeito para que a causa da morte fosse…
Free Shipping